Nos últimos 7 anos, o projeto NegroMuro alcançou o expressivo número de 69 murais espalhados, em sua maioria, pela cidade do Rio de Janeiro a mesma que, quando capital do Império, possuía o maior porto escravagista do mundo e portanto, uma cidade civilizada, culturalmente formada e erguida pelas culturas africanas e indígenas.
Pois bem, nesse mesmo Rio de Janeiro, que tanto esconde sua riqueza ancestral e memória social, que o projeto busca, em cada território, tornar públicas e imagéticas as incontáveis histórias importantíssimas sobre a nossa memória negra.
Junto a isso, há uma procura muito grande por um circuito NegroMuro onde as pessoas possam entender, de forma mais profunda, o projeto, a relação território x personagem, contextualizado historicamente.
O objetivo do projeto é visitar e se aprofundar fazer na série de murais pintados na cidade do Rio de Janeiro, com roteiros específicos, entendendo pelo olhar histórico e afrocentrado, a importância de cada personagem na construção deste território, aprendendo a “pisar nesse chão devagarinho”. E por que isso é tão importante?
Para conhecermos nossa própria História, nosso chão e quais são as memórias que carregam aquele entorno; quantas referências negras temos em cada beco, em cada viela, em cada bairro, cidade e país? O NegroMuro ergue pinturas em murais em forma de monumentos através da cartografia negra da cidade.
– Djavan
– Beatriz Nascimento
– Paulinho da Viola
– Juliano Moreira
– Moacir Santos
– Academia Negra de Filosofia/Chiquinha Gonzaga
– Léo Santana
– Marielle Franco
– Mãe Beata
– Pixinguinha
– Waldemar Santana
– Machado de Assis
– Ruth de Souza
– Januário
– Luiz Gama
– Almoço no Labuta bar
– Escolas ()
– Muhcab (Museu da História e Cultura Afro-Brasileira)
– Conceição Evaristo
– Almoço na Casa Porto
– Melodia (Estácio)
– Caymmi (Grajaú)
– 11 baluartes do Salgueiro
– Martinho da Vila
– Maria Felipa (V. isabel)
– Alcione (Mangueira)
– Almoço na Caliel
** Circuito somente de Van.
– Grande Otelo (Estação Silva Freire)
– Clementina de Jesus (Engenho Novo)
– Lima Barreto (Todos os Santos)
– Elza soares (Água Santa)
– Cruz e Sousa (Piedade)
– Sandra Sá (Pilares)
– Luiz Gonzaga (Cachambi)
– Dona Ivone Lara (Engenho de Dentro)
– Zé Espinguela (Arranco do Engenho de Dentro)
– *Antonieta de Barros (Griot na Rua Adriano)
– Almoço na Belle Époque ou no Bar da Amendoeira
** Circuito somente de Van.
– Muro e placa em todos os santos
– Muro em que ele aparece criança no mural da filosofia negra (lapa)
– Mural do Juliano Moreira (Hospital Philippe Pinel – Urca)
** Circuito somente de Van.
– Mãe Beata em Nova Iguaçu
– João Cândido em São João de Meriti
– Pixinguinha, Donga e João da Baiana em Xerém (no Instituto Zeca Pagodinho)
– Nei Lopes (Irajá) ou Wilson das Neves (Galeão)
** Circuito somente de Van.
– Barbosa em São Januário
– Alcione na Mangueira
– Escola Politécnica da Fiocruz (Manguinhos)
– Wilson das Neves (Galeão)
– Beto sem braço (Madureira/danificado)
– Mano Elói (Império Serrano – Madureira)
– Portela (Oswaldo Cruz)
– Candeia (Oswaldo Cruz)
– Nei Lopes (Irajá)
– Almoço na tia Surica (Oswaldo cruz)
(Cadastur: 19.216914.26-5)
Flavio Henrique Cardoso é historiador, graduado pela UFRJ. Doutorando em História Comparada (UFRJ), Professor Mestre em História Comparada (UFRJ), pós-graduado em História do Brasil (UCAM) e em História da África (Col. Pedro lI).
Possui formação como guia de turismo regional (CP2) e nacional(CEAPJ). Foi professor da Rede Emancipa, um movimento social de educação popular, entre 2017 e 2021.
Criou o perfil Negrociando História nas redes sociais, onde mostra o seu dia a dia nas aulas públicas pelas ruas do Rio de Janeiro. Atualmente é diretor do Instituto Nacional Antirracista da Diversidade e Inclusão (INADI).
Atua na Pequena África desde 2018, guiando grupos particulares e institucionais pela região. É palestrante e consultor em projetos de letramento Racial.
Cazé é o artista que assina todas as obras do projeto NegroMuro.
Trabalha com muralismo há mais de 5 anos, tem como pesquisa o próprio território que o rodeia. Partindo de onde está, inicia a pesquisa e constroi a história a partir dos seus próprios registros fotográficos. As chama de Biografias Urbanas.
Você pode ver seus murais também na Guiné-Bissau, Portugal, França,Inglaterra, Alemanha, Equador, Colômbia e ao redor do Brasil.
A sua arte já foi exibida em diversas exposições e galerias de arte, sua primeira exposição individual foi em 2017 no Centro Cultural Paschoal Carlos Magno – Niterói (RJ) e se chamava CONFLITO, onde apresentou 7 obras que falavam sobre 7 Conflitos pessoais e sua última exposição se chamou JAZZEIRO na Galeria Jeffrey (RJ) aonde explorou o universo do Jazz.
Pedro Rajão é o pesquisador e produtor do NegroMuro.
Para além da pesquisa iconográfica, gravação de entrevistas e levantamento de arquivos de cada personagem homenageado, também atua há mais de 12 anos levando sua pesquisa e vivência para a sala de aula.
Também idealizador e produtor do Leão Etíope do Méier que há 11 anos atua de forma gratuita em espaços públicos do subúrbio com música, cinema, teatro, circo além de aulas públicas com grandes nomes da militância e intelectualidade negras.
Diretor e produtor do documentário ‘ANIKULAPO’ sobre o nigeriano Fela Kuti, produziu e dirigiu as gravações no Rio, São Paulo, Salvador, Itacaré, Lagos (Nigéria) e Paris (França) e há 12 anos trabalha com palestras relacionadas em escolas, universidades e institutos de arte.
Aviso, importante!